segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Fé Cega

Se eu fumasse, aquele seria o momento de acender um cigarro. Do lado de fora da porta, olhando de longe o Estádio Independência, nenhuma nuvem no céu.
Nos últimos meses tenho feito coisas que ninguém esperava. Praticamente "larguei" meu mestrado na UFV (ainda terminando), saí de Viçosa, não vou à minha cidade natal há alguns meses, tenho vivido na mais absoluta "procrastinação". Como Físico, eu sei que na natureza, quando um fenômeno acontece, ele continua acontecendo a menos que aquilo que o originou deixe de existir. Naquele momento, do lado de fora da minha nova casa, a origem do meu fenômeno voltou a mim: você não pode ser aquilo que quer sendo igual a todo mundo. A minha escolha foi, na verdade, muito simples. A cada palestra que eu ia, a cada pesquisa que eu fazia, eu sabia que 1% da população humana saberia do que eu estava falando. Na Física, assim como na vida, quanto mais você sabe, mais sozinho você é.
Eu não nasci pra ser assim. Eu não quero usar minha inteligência pra ajudar 1%. Isso é besteira. Ao invés disso, resolvi trilhar um novo caminho, pra tentar ser alguém realmente importante: um caminho diferente.
Ainda não sei como a história vai terminar, ou se eu vou conseguir ser alguém, a partir das escolhas que fiz, ou dos riscos que assumi, mas eu já deixei de me preocupar com isso há muito tempo. A nova guerra e a nova paz estão apenas começando.