Ontem voltei pra casa feito um ninja, só com os olhos de fora. O frio de Vice City (isso mesmo, cá estou eu denovo) tem sido cada vez pior. Hoje vi os preparativos da minha colação de grau sendo desmontados, e sei que até amanhã tudo vai voltar a ser como era antes, pelo menos para os observadores desavisados. Não pra mim.
Dei adeus, meio que inevitavelmente, à uma fase da minha vida. Uma dessas transformações, como alguns de vocês devem saber, envolve um diploma e uma Universidade, envolve professores e família. A outra, talvez muito mais intensa e muito mais intrínseca, envolve a diferença entre viver um momento e observá-lo. Agora, como devem imaginar, posso olhar para trás e identificar-me como um tipo de pessoa diferente do que sou agora; posso ver como eu era e o que eu devo achar de mim mesmo. E nessa prática de me analisar talvez eu encontre uma pilha de erros entre as qualidades que eu pensava que tinha.
A moral da história, na verdade, é bem simples: uma vez que você passa por uma transformação, ela lhe permite observar a si mesmo como uma pessoa de antes, como alguém diferente capaz de lhe ensinar coisas que não sabia, sobre o antes e o depois, sobre como ser e sobre o que evitar. É isso que estou percebendo, enquanto a passos firmes, me movo novamente para a frente de batalha.
Essa guerra já durou tantos anos, e quanto mais eu luto, menos quero que ela acabe.
Há coisas que eu penso. Há coisas que me dizem, e há coisas que eu vejo. Tudo isso não é nada além das variáveis da equação que me define como ser humano. Que tenta me explicar como alguém, como se isso fosse possível.
terça-feira, 26 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Meu Muro de Berlim
Não sou a pessoa mais social do mundo. Acredito que todo mundo que me conheça já tenha, ou ainda terá, motivos para acreditar nisso. Grande parte da minha vida foi destinada a mim, e nada mais. Nunca gostei de ser o centro das atenções e não vou começar agora. O caso é que devo me formar em duas semanas e muita gente, como era de se esperar, está esperando por esse momento.
Aqui em Vice City (isso mesmo, ainda não saí daqui), é "Semana do Fazendeiro" e gente de todo lado se reúne na "minha" UFV, e no meio deles, hoje, andei no pôr-do-sol. Nesse momento, mais uma vez, me veio aquela velha embaraçosa pergunta: "O que você está fazendo aqui?". Eu estou estudando, obviamente. Estou pegando um diploma de Físico. "É, isso tudo eu sei, mas o que você está realmente fazendo aqui?". Eu estou tentando ser feliz. Estou tentando sair da miséria que eu sentia todo dia antes de vir pra cá, de tentar fazer as coisas e não conseguir. "Mas por que teve que fazer isso tudo?". Não sei ao certo, mas pelo que sei ao certo, não deveria ser necessário. Teria sido, de fato, necessário, sair tanto da minha zona de conforto, me submeter a um sistema que não reconhece seus esforços, e ser, mais uma vez, o centro das atenções só pra encontrar um meio de ser feliz? Será esse o caminho certo? Sabendo de todas as minhas atribuições, e meus defeitos, qual será a dificuldade a me parar, dessa vez?
Eu queria que as coisas fossem mais simples, que fosse só ir lá e pegar o canudo, e ninguém ficaria sabendo e a paz reinaria na Terra, mas não é. Às vezes me sinto como o soldado que foi mandado ao topo da montanha, pegar uma planta para salvar seu capitão, e percebe lá em cima que ele já está morto. Existem infinitas coisas que me trouxeram até o topo dessa montanha que não existem mais, e foi preciso todo um caminho para me ensinar, para me dar um motivo diferente do inicial.
Eu não quero mais ser feliz, eu quero que isso tudo não acabe em lágrimas.
Aqui em Vice City (isso mesmo, ainda não saí daqui), é "Semana do Fazendeiro" e gente de todo lado se reúne na "minha" UFV, e no meio deles, hoje, andei no pôr-do-sol. Nesse momento, mais uma vez, me veio aquela velha embaraçosa pergunta: "O que você está fazendo aqui?". Eu estou estudando, obviamente. Estou pegando um diploma de Físico. "É, isso tudo eu sei, mas o que você está realmente fazendo aqui?". Eu estou tentando ser feliz. Estou tentando sair da miséria que eu sentia todo dia antes de vir pra cá, de tentar fazer as coisas e não conseguir. "Mas por que teve que fazer isso tudo?". Não sei ao certo, mas pelo que sei ao certo, não deveria ser necessário. Teria sido, de fato, necessário, sair tanto da minha zona de conforto, me submeter a um sistema que não reconhece seus esforços, e ser, mais uma vez, o centro das atenções só pra encontrar um meio de ser feliz? Será esse o caminho certo? Sabendo de todas as minhas atribuições, e meus defeitos, qual será a dificuldade a me parar, dessa vez?
Eu queria que as coisas fossem mais simples, que fosse só ir lá e pegar o canudo, e ninguém ficaria sabendo e a paz reinaria na Terra, mas não é. Às vezes me sinto como o soldado que foi mandado ao topo da montanha, pegar uma planta para salvar seu capitão, e percebe lá em cima que ele já está morto. Existem infinitas coisas que me trouxeram até o topo dessa montanha que não existem mais, e foi preciso todo um caminho para me ensinar, para me dar um motivo diferente do inicial.
Eu não quero mais ser feliz, eu quero que isso tudo não acabe em lágrimas.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Monte das Oliveiras
Essa é a última semana de aula.
Todo fim de período é a mesma dificuldade, e a mesma papelada pra resolver, só que no último período é bem pior. Sempre faz mais frio no pico da montanha.
O caso é que, a partir de quarta-feira, experimentarei uma liberdade que não sinto desde julho de 2008, quando comecei a me interessar pela Física ao ponto de entrar para o PIBIC - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica. De lá pra cá, mesmo nas férias, eu tinha que ficar em Vice City e trabalhar. O caso é que esse mês não tem mais PIBIC, não tem mais curso de inverno, não tem mais Física. Consequentemente, não tem mais Elias curtindo suas férias em Vice City.
E conversando com um amigo sobre isso, ele veio me perguntando "E aí, Elias, vai passar as férias onde? Rio Pomba ou BH?" que eu prontamente respondi, brincando, "Acho que vou pra Cuiabá, Mato Grosso do Sul.".
Acho que não sei se vai me importar ou não, o caso é que, todo esse assunto sobre sair de Vice City e só voltar pra formatura me faz lembrar do tempo que passou desde que eu pisei aqui pela primeira vez. A diferença entre o que eu era há cinco anos. Sobre quantas vezes tive que pisar naquela rodoviária pra aprender que posso ir pra qualquer lugar através de um ônibus, mas nunca vou encontrar um lugar pra sentar, respirar fundo, e realizar todos os sonhos da minha vida. Em cinco anos, do mais fundamental, aprendi que meus sonhos são muitos pra uma pessoa só realizar.
Mas vale a pena tentar, um de cada vez.
Todo fim de período é a mesma dificuldade, e a mesma papelada pra resolver, só que no último período é bem pior. Sempre faz mais frio no pico da montanha.
O caso é que, a partir de quarta-feira, experimentarei uma liberdade que não sinto desde julho de 2008, quando comecei a me interessar pela Física ao ponto de entrar para o PIBIC - Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica. De lá pra cá, mesmo nas férias, eu tinha que ficar em Vice City e trabalhar. O caso é que esse mês não tem mais PIBIC, não tem mais curso de inverno, não tem mais Física. Consequentemente, não tem mais Elias curtindo suas férias em Vice City.
E conversando com um amigo sobre isso, ele veio me perguntando "E aí, Elias, vai passar as férias onde? Rio Pomba ou BH?" que eu prontamente respondi, brincando, "Acho que vou pra Cuiabá, Mato Grosso do Sul.".
Acho que não sei se vai me importar ou não, o caso é que, todo esse assunto sobre sair de Vice City e só voltar pra formatura me faz lembrar do tempo que passou desde que eu pisei aqui pela primeira vez. A diferença entre o que eu era há cinco anos. Sobre quantas vezes tive que pisar naquela rodoviária pra aprender que posso ir pra qualquer lugar através de um ônibus, mas nunca vou encontrar um lugar pra sentar, respirar fundo, e realizar todos os sonhos da minha vida. Em cinco anos, do mais fundamental, aprendi que meus sonhos são muitos pra uma pessoa só realizar.
Mas vale a pena tentar, um de cada vez.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O Cordão Umbilical
Meu ano está acabando. Meu ano acaba no meio.
É quando, normalmente, eu entrego o relatório final da minha bolsa do CNPq, e fico livre de mais uma obrigação para com o governo brasileiro: a obrigação de produzir ciência. Mas, dessa vez, entregar esse relatório será a última coisa que farei nesse período, e provavelmente não farei isso denovo; a bolsinha de iniciação científica se tornará a bolsa do mestrado, e a obrigação de produzir ciência vai apenas mudar de nome.
Todos haverão de concordar que, só de ouvir a palavra obrigação, parte do prazer se perde. Eu vim a descobrir, nos últimos cinco anos, que é isso o que acontece aos estudantes de Física, por toda parte. A obrigação torna a ciência monótona, e deveras maçante. Imagino porque Einstein só descobriu a relatividade quando não trabalhava com Física. Mas, antes que essa postagem dos "Diários" se transforme numa postagem do "Labirinto", vou dizer o que aconteceu essa semana pra eu trazer esse assunto à tona. Uma grande amiga minha desistiu da Física, há dois anos, no primeiro período. Hoje está nos EUA com o pai e a gente se fala por msn uma vez por mês. Da última vez, nossa conversa me deixou clara uma severa hipótese: A Física é algo que me dá prazer, sempre foi assim e sempre será; mas o Curso de Física é um cordão umbilical, algo que te prende à obrigações e paradigmas sobre até que ponto você é capaz de viver aquilo que gosta. Se, em qualquer momento, eu me sentir limitado por ele, garanto que nada vai me impedir de cortar esse cordão, de ir trabalhar num escritório de patentes, como fez Einstein, de ouvir o que minha mãe, minha amiga e talvez minha irmã sempre me deixaram claro.
Eu sou melhor do que o curso que faço. Eu tenho certeza.
É quando, normalmente, eu entrego o relatório final da minha bolsa do CNPq, e fico livre de mais uma obrigação para com o governo brasileiro: a obrigação de produzir ciência. Mas, dessa vez, entregar esse relatório será a última coisa que farei nesse período, e provavelmente não farei isso denovo; a bolsinha de iniciação científica se tornará a bolsa do mestrado, e a obrigação de produzir ciência vai apenas mudar de nome.
Todos haverão de concordar que, só de ouvir a palavra obrigação, parte do prazer se perde. Eu vim a descobrir, nos últimos cinco anos, que é isso o que acontece aos estudantes de Física, por toda parte. A obrigação torna a ciência monótona, e deveras maçante. Imagino porque Einstein só descobriu a relatividade quando não trabalhava com Física. Mas, antes que essa postagem dos "Diários" se transforme numa postagem do "Labirinto", vou dizer o que aconteceu essa semana pra eu trazer esse assunto à tona. Uma grande amiga minha desistiu da Física, há dois anos, no primeiro período. Hoje está nos EUA com o pai e a gente se fala por msn uma vez por mês. Da última vez, nossa conversa me deixou clara uma severa hipótese: A Física é algo que me dá prazer, sempre foi assim e sempre será; mas o Curso de Física é um cordão umbilical, algo que te prende à obrigações e paradigmas sobre até que ponto você é capaz de viver aquilo que gosta. Se, em qualquer momento, eu me sentir limitado por ele, garanto que nada vai me impedir de cortar esse cordão, de ir trabalhar num escritório de patentes, como fez Einstein, de ouvir o que minha mãe, minha amiga e talvez minha irmã sempre me deixaram claro.
Eu sou melhor do que o curso que faço. Eu tenho certeza.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Mirante
Minha mãe não gosta muito do outono. Segundo ela, o ar fica muito pesado, e até meio triste. Nesse mês de maio eu fui vê-la, depois de muito tempo, e novamente algumas coisas referentes ao "grande acontecimento" daqui a dois meses chegaram para me rondar. Mês de maio, dessa vez, eu não tirei férias tão grandes assim.
Depois de tanto tempo parado, não só com as atividades do Blogger, quanto de muitas outras, não pude deixar de temer esquecer algumas coisas. Me preocupei em esquecer como colocar, em algumas palavras, o que acontece (ou pode acontecer) comigo. E no vai e vém, principalmente nesse mês de maio, revisitei um lugar que a um tempo atrás significava muito pra mim (coisa que, aliás, tem me acontecido muito ultimamente), e na minha memória algo que estava perdido voltou, e tudo o que eu pude dizer, lá do alto, foi:
"Acho que tinha me esquecido disso."
Quando a sua mente te força a esquecer algo, pra não enlouquecer, e você segue em frente, o que te faz lembrar daquilo denovo, além dela mesma? E se lembrar que esqueceu, não é o mesmo que lembrar? Mas os tempos são outros, e aquilo que eu tinha na minha mente nunca afetou meu coração, de qualquer maneira. Com toda sinceridade, me lembrando de alguns anos atrás, e da face maravilhosa do destino que vi ali, e ali mesmo vi desaparecer, eu sorri; um sorriso honesto, que por muito tempo eu havia me negado, e a tantos anos sequer existiria.
Uma guerra começou em uma montanha, anos atrás, o sangue desceu na enxurrada, e hoje vi as árvores que nasceram no lugar.
Depois de tanto tempo parado, não só com as atividades do Blogger, quanto de muitas outras, não pude deixar de temer esquecer algumas coisas. Me preocupei em esquecer como colocar, em algumas palavras, o que acontece (ou pode acontecer) comigo. E no vai e vém, principalmente nesse mês de maio, revisitei um lugar que a um tempo atrás significava muito pra mim (coisa que, aliás, tem me acontecido muito ultimamente), e na minha memória algo que estava perdido voltou, e tudo o que eu pude dizer, lá do alto, foi:
"Acho que tinha me esquecido disso."
Quando a sua mente te força a esquecer algo, pra não enlouquecer, e você segue em frente, o que te faz lembrar daquilo denovo, além dela mesma? E se lembrar que esqueceu, não é o mesmo que lembrar? Mas os tempos são outros, e aquilo que eu tinha na minha mente nunca afetou meu coração, de qualquer maneira. Com toda sinceridade, me lembrando de alguns anos atrás, e da face maravilhosa do destino que vi ali, e ali mesmo vi desaparecer, eu sorri; um sorriso honesto, que por muito tempo eu havia me negado, e a tantos anos sequer existiria.
Uma guerra começou em uma montanha, anos atrás, o sangue desceu na enxurrada, e hoje vi as árvores que nasceram no lugar.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
A Avenida Purdue
Se você quizer entrar na UFV, pela cidade, existem três entradas: A reta, mais famosa, a entrada alternativa, que passa pelo outro lado da lagoa, e a Avenida Purdue. Essa última quase nunca é utilizada, apenas por aqueles cujo caminho fica realmente mais rápido, o que não são muitos nesse caso.
Na última quinta-feira fiquei em casa quase o dia inteiro, e tinha um compromisso na UFV. Como não queria que ninguém me convencesse a ficar lá, fui pela Avenida Purdue. É uma rua sem prédios, entre a mata e o jardim de Botânica. No horário em que eu passei lá, não havia nem uma alma viva, ninguém que precisasse chegar ao seu caminho mais rápido. E ficar sozinho assim, enquanto ando despropositalmente por um lugar que sempre existiu ao meu alcance, mas onde nunca tive motivo para passar, me lembrou de outras coisas que estavam ao meu alcance, naquele dia, e até hoje estão, e que eu não tenho, ou não preciso, ou esteja muito acomodado pra tentar.
De acordo com algumas pessoas que eu conheço, meu futuro está agora praticamente traçado, mas isso significa trilhar exatamente aquilo para o qual a minha seta aponta, sem me preocupar com o que está ao meu alcance ou não. Como esperar o que é seu se chocar com você, bater na sua cara, sem ter que esticar o braço para ter o que quer que seja? Eu quero me esforçar pra ter alguma coisa, além daquilo que virá por eu simplesmente existir e respirar. Quero ter uma aspiração, um objetivo que além de perfeitamente plausível, esteja ao meu alcance agora, e ninguém me diz que "é só esperar".
Estou procurando agora a minha via secundária, aquilo que vai surpreender muita gente, a minha Avenida Purdue.
P.S.: Maio, como os leitores mais antigos sabem, é meu mês de férias. Então até junho!
Na última quinta-feira fiquei em casa quase o dia inteiro, e tinha um compromisso na UFV. Como não queria que ninguém me convencesse a ficar lá, fui pela Avenida Purdue. É uma rua sem prédios, entre a mata e o jardim de Botânica. No horário em que eu passei lá, não havia nem uma alma viva, ninguém que precisasse chegar ao seu caminho mais rápido. E ficar sozinho assim, enquanto ando despropositalmente por um lugar que sempre existiu ao meu alcance, mas onde nunca tive motivo para passar, me lembrou de outras coisas que estavam ao meu alcance, naquele dia, e até hoje estão, e que eu não tenho, ou não preciso, ou esteja muito acomodado pra tentar.
De acordo com algumas pessoas que eu conheço, meu futuro está agora praticamente traçado, mas isso significa trilhar exatamente aquilo para o qual a minha seta aponta, sem me preocupar com o que está ao meu alcance ou não. Como esperar o que é seu se chocar com você, bater na sua cara, sem ter que esticar o braço para ter o que quer que seja? Eu quero me esforçar pra ter alguma coisa, além daquilo que virá por eu simplesmente existir e respirar. Quero ter uma aspiração, um objetivo que além de perfeitamente plausível, esteja ao meu alcance agora, e ninguém me diz que "é só esperar".
Estou procurando agora a minha via secundária, aquilo que vai surpreender muita gente, a minha Avenida Purdue.
P.S.: Maio, como os leitores mais antigos sabem, é meu mês de férias. Então até junho!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Pensando em Ovos
Um surto de inspiração. Foi isso o que aconteceu essa semana comigo. Escrevi quase duas páginas do meu "Paradoxo" (futuro livro) no mesmo dia, desenhei algumas paisagens, e resolvi uns dois problemas de Mecânica Quântica.
Quando umas coisas assim acontecem, dá vontade de ser assim todo dia. Pena que, ao contrário dos nossos desejos, esse surto de inspiração acaba e a gente volta a andar a passos de tartaruga. A gente para de produzir e começa a consumir produção, deixa de criar pra se aproveitar da criação dos outros. Assim, depois do surto, a minha vida seguiu como normalmente, e eu fiquei pensando no que eu poderia fazer pra ter outro daqueles, e principalmente SE eu poderia fazer alguma coisa quanto à isso. Então, liguei pra uma das pessoas que eu acabei treinando pra me ajudar em situações como essa: a única pessoa que consegue me analisar sem ser excessivamente sentimental.
Eis a conclusão a que chegamos: Não é o que acontece, mas como você encara o que acontece que realmente importa, que realmente te leva a querer tirar do nada algo que valha a pena. O que está aos seu redor, e principalmente as pessoas que você mantém ao seu redor tem tudo a ver com sua produtividade. Existem bilhões de pessoas no mundo com quem você nunca vai se relacionar, e muitas que você nunca vai sequer conhecer, mas só é preciso meia dúzia pra te inspirar, se você souber achar a meia dúzia certa.
E se você pensar bem, essa meia dúzia de pessoas se modifica, à medida que a gente cresce, e isso torna o processo de criação, ainda mais, um processo de descoberta. E foi voltando ao surto que eu encontrei a meia dúzia de que preciso.
Esse número, acho, tende a aumentar...
Quando umas coisas assim acontecem, dá vontade de ser assim todo dia. Pena que, ao contrário dos nossos desejos, esse surto de inspiração acaba e a gente volta a andar a passos de tartaruga. A gente para de produzir e começa a consumir produção, deixa de criar pra se aproveitar da criação dos outros. Assim, depois do surto, a minha vida seguiu como normalmente, e eu fiquei pensando no que eu poderia fazer pra ter outro daqueles, e principalmente SE eu poderia fazer alguma coisa quanto à isso. Então, liguei pra uma das pessoas que eu acabei treinando pra me ajudar em situações como essa: a única pessoa que consegue me analisar sem ser excessivamente sentimental.
Eis a conclusão a que chegamos: Não é o que acontece, mas como você encara o que acontece que realmente importa, que realmente te leva a querer tirar do nada algo que valha a pena. O que está aos seu redor, e principalmente as pessoas que você mantém ao seu redor tem tudo a ver com sua produtividade. Existem bilhões de pessoas no mundo com quem você nunca vai se relacionar, e muitas que você nunca vai sequer conhecer, mas só é preciso meia dúzia pra te inspirar, se você souber achar a meia dúzia certa.
E se você pensar bem, essa meia dúzia de pessoas se modifica, à medida que a gente cresce, e isso torna o processo de criação, ainda mais, um processo de descoberta. E foi voltando ao surto que eu encontrei a meia dúzia de que preciso.
Esse número, acho, tende a aumentar...
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