O tempo todo, em todo lugar, eu me vejo rodeado de antíteses. Umas dizem respeito a coisas que eu deveria ter feito, outras às tantas que não deveria. Se existe alguma ordem no Universo capaz de explicar essas coisas, ainda é um mistério pra mim.
Acho que apesar de tudo, os anos que eu carreguei nas costas acabaram me endurecendo um pouco demais, e eu imagino que aquela velha "dorzinha" que eu sentia por dentro acabou encontrando um bom casulo. Por trás dos muros que eu ergui ao longo dos anos, ela encontrou abrigo seguro. Ela já nem me incomoda mais, como fazia há um tempo.
Eu ultimamente tenho me sentido, então, perfeitamente à vontade sendo uma pessoa completamente detestável. Isso, ao contrário do que possa parecer à primeira vista, é uma coisa boa. Cheguei ao máximo do "quem liga?", e tento me focar nas obrigações mais urgentes: aquelas que envolvem as pessoas. Pelo menos enquanto tentar compreender como elas têm me afetado ultimamente. Elas têm. E eu tenho sido muito passivo para com elas. Em algum momento, eu sabia, isso teria que mudar para pior.
É hora da guerra voltar à tona.
Quando se compreende um dom, deve-se aceitar a responsabilidade que o acompanha, e eu estou ciente da minha, e talvez isso me ajude a travar as batalhas futuras. Com o fim do inverno, os nossos exércitos desmontarão acampamento, e os campos devem encher-se de sangue novamente.
E talvez a mesma batalha, travada a cinco anos numa tempestade, se repita. Dessa vez numa brisa leve...
PS.: Hoje achei um bilhete na minha escrivaninha. Era o eu de ontem falando com o eu de hoje. Ele dizia: "Você ainda pode fazer alguma diferença, ou nenhuma, mas só há uma maneira de fazer isso depender de você. Prepare-se para a guerra."
Há coisas que eu penso. Há coisas que me dizem, e há coisas que eu vejo. Tudo isso não é nada além das variáveis da equação que me define como ser humano. Que tenta me explicar como alguém, como se isso fosse possível.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Questão de Perspectiva
Pôres-de-sol. Definitivamente essa é a melhor coisa no inverno, além de fazer muito frio, é claro.
Levantar da cama ficou cada vez mais difícil, e muito embora eu não tenha visto o sol nascer ultimamente, as vezes largo um pouco as coisas de lado pra ver ele se por, por uma janela do departamento de física.
Depois de tanto tempo, acho que aprendi a gostar desse lugar. A falta das pessoas acaba me fazendo bem. Talvez o exílio não seja aqui, afinal, mas fora daqui.
E um dia eu ia olhando o sol se por, e nascer para alguém, em algum lugar do outro lado do mundo...
Que lugar fenomenal, onde não se encontra nada que não tenha valor para absolutamente ninguém. Até a folha seca no chão que eu vi hoje de manhã, vindo pro campus, deve significar alguma coisa pra alguém. Mas nos ultimos meses a saudade que eu tinha de algo importante foi desaparecendo, e sendo substituida pelas coisas que eu passei a ignorar. Tudo com o que eu tenho tentado me importar ultimamente, já é importante para outra pessoa, e dentre os meus defeitos está o fato de eu não gostar muito de compartilhar coisas que realmente importam pra mim.
Até o inverno passar, eu ia deixando o vento soprar e o sol continuar se pondo, enquanto a sensação de que sou parte de algo importante, para alguém que está longe, voltou por um momento. Naquela hora, naquele lugar, eu não devia ter feito a coisa certa.
Aquela sensação passou, e eu me vi voltando mais uma vez. Alguém tinha varrido a folha seca...
Levantar da cama ficou cada vez mais difícil, e muito embora eu não tenha visto o sol nascer ultimamente, as vezes largo um pouco as coisas de lado pra ver ele se por, por uma janela do departamento de física.
Depois de tanto tempo, acho que aprendi a gostar desse lugar. A falta das pessoas acaba me fazendo bem. Talvez o exílio não seja aqui, afinal, mas fora daqui.
E um dia eu ia olhando o sol se por, e nascer para alguém, em algum lugar do outro lado do mundo...
Que lugar fenomenal, onde não se encontra nada que não tenha valor para absolutamente ninguém. Até a folha seca no chão que eu vi hoje de manhã, vindo pro campus, deve significar alguma coisa pra alguém. Mas nos ultimos meses a saudade que eu tinha de algo importante foi desaparecendo, e sendo substituida pelas coisas que eu passei a ignorar. Tudo com o que eu tenho tentado me importar ultimamente, já é importante para outra pessoa, e dentre os meus defeitos está o fato de eu não gostar muito de compartilhar coisas que realmente importam pra mim.
Até o inverno passar, eu ia deixando o vento soprar e o sol continuar se pondo, enquanto a sensação de que sou parte de algo importante, para alguém que está longe, voltou por um momento. Naquela hora, naquele lugar, eu não devia ter feito a coisa certa.
Aquela sensação passou, e eu me vi voltando mais uma vez. Alguém tinha varrido a folha seca...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
A Estranha
Mais uma semana foi embora, e eu estou sozinho.
Essa é uma das vantagens de ser o único a ficar em Viçosa no início das férias, e tentar aproveitar o final, enquanto o resto da Universidade resolve aproveitar desde o início. De fato, talvez não todo o campus, mas o Departamento de Física é meu.
Nessa época eu passo semanas inteiras sem ver um rosto amigo, e o meu grave defeito de analisar as pessoas torna-se mais evidente. Foi nessa época, mais ou menos a uma semana, que eu tive contato com aquela mulher.
O DPF normalmente fica trancado aos sábados, e só quem tem a chave consegue entrar. Quando eu já ía pra casa, ela estava do lado de fora, tentando entrar. Estava procurando um professor. Como eu tinha a chave, decidi que iria acompanhá-la pelo prédio, depois ajudá-la a sair dele. O professor, ao que parece, não estava lá.
O caminho de volta, então, foi uma reta inteira dela falando e eu ouvindo, do jeito que costuma ser.
Ela me contou a história da filha dela, que é bolsista do CNPq (a mesma instituição que me financia) na oitava série, e que ela é muito inteligente, mas precisa, às vezes, ser cobrada. E enquanto a gente ia conversando unilateralmente, eu percebia o monstro que tinha me tornado, pois enquanto meus ouvidos ouviam o que ela dizia, meu cérebro tirava da mente dela a verdade. Eu sabia, todo o tempo, selecionar exatamente aquilo que era certo e o que era errado no que ela falava. E eu, ao mesmo tempo, lembrava da minha mãe. Lembrava o quanto a história daquela menina, e da sua mãe faladeira, havia sido aquilo da qual eu tinha me livrado.
Eu era um fenômeno, lia e escrevia desde muito cedo, aprendia qualquer coisa com uma facilidade incrível. Com certeza, eu poderia ser famoso hoje, poderia ter entrado pra universidade muito mais cedo, e talvez até já tivesse um doutorado. Não foi assim porque minha mãe não deixou.
E graças a ela, agora, eu conheço todas essas pessoas maravilhosas que conheço aqui, hoje. Não trocaria o que sou agora por mil diplomas. Graças a atitudes a tanto tempo esquecidas, que naquela conversa com uma estranha voltaram à minha mente, é que hoje eu posso dizer da liberdade que eu sinto pra fazer o que eu quizer, pra ser o que eu bem entender, e se eu entendo. Por causa da minha mãe eu não sou um animal de zoológico, e posso usar minha capacidade para as MINHAS grandes coisas.
Especial não tem nada a ver com ser melhor do que os outros, mas fazer suas ações se destacarem entre os estranhos.
Essa é uma das vantagens de ser o único a ficar em Viçosa no início das férias, e tentar aproveitar o final, enquanto o resto da Universidade resolve aproveitar desde o início. De fato, talvez não todo o campus, mas o Departamento de Física é meu.
Nessa época eu passo semanas inteiras sem ver um rosto amigo, e o meu grave defeito de analisar as pessoas torna-se mais evidente. Foi nessa época, mais ou menos a uma semana, que eu tive contato com aquela mulher.
O DPF normalmente fica trancado aos sábados, e só quem tem a chave consegue entrar. Quando eu já ía pra casa, ela estava do lado de fora, tentando entrar. Estava procurando um professor. Como eu tinha a chave, decidi que iria acompanhá-la pelo prédio, depois ajudá-la a sair dele. O professor, ao que parece, não estava lá.
O caminho de volta, então, foi uma reta inteira dela falando e eu ouvindo, do jeito que costuma ser.
Ela me contou a história da filha dela, que é bolsista do CNPq (a mesma instituição que me financia) na oitava série, e que ela é muito inteligente, mas precisa, às vezes, ser cobrada. E enquanto a gente ia conversando unilateralmente, eu percebia o monstro que tinha me tornado, pois enquanto meus ouvidos ouviam o que ela dizia, meu cérebro tirava da mente dela a verdade. Eu sabia, todo o tempo, selecionar exatamente aquilo que era certo e o que era errado no que ela falava. E eu, ao mesmo tempo, lembrava da minha mãe. Lembrava o quanto a história daquela menina, e da sua mãe faladeira, havia sido aquilo da qual eu tinha me livrado.
Eu era um fenômeno, lia e escrevia desde muito cedo, aprendia qualquer coisa com uma facilidade incrível. Com certeza, eu poderia ser famoso hoje, poderia ter entrado pra universidade muito mais cedo, e talvez até já tivesse um doutorado. Não foi assim porque minha mãe não deixou.
E graças a ela, agora, eu conheço todas essas pessoas maravilhosas que conheço aqui, hoje. Não trocaria o que sou agora por mil diplomas. Graças a atitudes a tanto tempo esquecidas, que naquela conversa com uma estranha voltaram à minha mente, é que hoje eu posso dizer da liberdade que eu sinto pra fazer o que eu quizer, pra ser o que eu bem entender, e se eu entendo. Por causa da minha mãe eu não sou um animal de zoológico, e posso usar minha capacidade para as MINHAS grandes coisas.
Especial não tem nada a ver com ser melhor do que os outros, mas fazer suas ações se destacarem entre os estranhos.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Diálogo
- Então é isso?
- É, tenho que ir pegar meu ônibus.
- Tá bem então, vou tentar me acostumar à vidinha denovo...
- Você vai se dar bem ainda. Eu te conheço.
- Você não me conhece...
- Conheço sim. Você gosta de analisar as pessoas.
- (Risos)
- Me analisa.
(Pausa)
- Você tem medo de que as pessoas te vejam como a sua imagem no espelho. Por isso fala sem parar o que pensa, sem na verdade pensar muito no que fala. Quer ter certeza de que as pessoas te ouvem ao invés de te ver. Acha que ninguém no mundo sabe a diferença entre o que você é aí dentro e o que é aqui fora.
- Pelo menos ninguém sabia (Pausa). Esse é o seu mundo, não o meu. Me desculpa por não poder ficar.
- Bom... você só está fazendo a coisa certa. Acho que nós dois aprendemos a lição.
- "Por que você quer tanto fazer a coisa certa?" Hehe... Vou sentir falta disso, cara...
- Como você sabe, eu não vou.
- É, eu sei... Foi bom te achar aqui. A gente se esbarra.
- A gente se esbarra.
(abraço, passos, porta)
- É, tenho que ir pegar meu ônibus.
- Tá bem então, vou tentar me acostumar à vidinha denovo...
- Você vai se dar bem ainda. Eu te conheço.
- Você não me conhece...
- Conheço sim. Você gosta de analisar as pessoas.
- (Risos)
- Me analisa.
(Pausa)
- Você tem medo de que as pessoas te vejam como a sua imagem no espelho. Por isso fala sem parar o que pensa, sem na verdade pensar muito no que fala. Quer ter certeza de que as pessoas te ouvem ao invés de te ver. Acha que ninguém no mundo sabe a diferença entre o que você é aí dentro e o que é aqui fora.
- Pelo menos ninguém sabia (Pausa). Esse é o seu mundo, não o meu. Me desculpa por não poder ficar.
- Bom... você só está fazendo a coisa certa. Acho que nós dois aprendemos a lição.
- "Por que você quer tanto fazer a coisa certa?" Hehe... Vou sentir falta disso, cara...
- Como você sabe, eu não vou.
- É, eu sei... Foi bom te achar aqui. A gente se esbarra.
- A gente se esbarra.
(abraço, passos, porta)
segunda-feira, 15 de junho de 2009
"Na despedida eu sorri..."
Dizem que o inferno está cheio de bons conselhos e boas intenções. Quando voltar de lá, acho que poderei dar uma resposta definitiva.
Eu tenho um bom conselho: nunca confie à alguém o destino da sua felicidade. Nunca, jamais, exija de outra pessoa que olhe por alguém que ama. Não confie na imprevisibilidade. Esse mundo é previsível o suficiente para ficar cada vez pior; para atrair esforços em vão.
Apesar do que minhas palavras possam parecer, não estou com raiva. Acho que ultimamente não tenho tido tempo nem pra isso. Mais uma batalha está para terminar, e enquanto o exército inimigo está deixando a minha cidadela, eu dessa vez me debruço sobre o cálculo das perdas.
Digamos que certas batalhas também devem ser perdidas. Certos caminhos é preciso trilhar sozinho, "e as vezes é preciso realmente fazer a coisa certa, não é?".
Aprender é isso, no fim das contas. Não importa se perdemos a batalha, mas como a derrota nos influencia e como mudamos por causa dela. Perder, de uma forma tanto irônica, é vencer.
Perdi a chance de ser mais verdadeiramente humano, mas ao mesmo tempo tenho agora a oportunidade de mostrar aquilo que tenho de mais verdadeiro em mim, seja como eu for. De tudo o que passou, eu sei sozinho que nada nesse mundo vai me trazer de volta o mesmo combate, para que eu possa travá-lo denovo. Travá-lo de novo, pensando mais profundamente, não valeria à pena. As noites sozinho num terraço procurando por estrelas cadentes rodeadas de balões meteorológicos, a noite de uma festa perdida no tempo. O dia em que eu vi motivos para o mundo existir. Mas, dessa vez, na despedida eu sorri...
Eu só tenho um coração, que só me deixaram testar uma vez. Ele não passou no teste, e eu acabei devolvendo.
Eu tenho um bom conselho: nunca confie à alguém o destino da sua felicidade. Nunca, jamais, exija de outra pessoa que olhe por alguém que ama. Não confie na imprevisibilidade. Esse mundo é previsível o suficiente para ficar cada vez pior; para atrair esforços em vão.
Apesar do que minhas palavras possam parecer, não estou com raiva. Acho que ultimamente não tenho tido tempo nem pra isso. Mais uma batalha está para terminar, e enquanto o exército inimigo está deixando a minha cidadela, eu dessa vez me debruço sobre o cálculo das perdas.
Digamos que certas batalhas também devem ser perdidas. Certos caminhos é preciso trilhar sozinho, "e as vezes é preciso realmente fazer a coisa certa, não é?".
Aprender é isso, no fim das contas. Não importa se perdemos a batalha, mas como a derrota nos influencia e como mudamos por causa dela. Perder, de uma forma tanto irônica, é vencer.
Perdi a chance de ser mais verdadeiramente humano, mas ao mesmo tempo tenho agora a oportunidade de mostrar aquilo que tenho de mais verdadeiro em mim, seja como eu for. De tudo o que passou, eu sei sozinho que nada nesse mundo vai me trazer de volta o mesmo combate, para que eu possa travá-lo denovo. Travá-lo de novo, pensando mais profundamente, não valeria à pena. As noites sozinho num terraço procurando por estrelas cadentes rodeadas de balões meteorológicos, a noite de uma festa perdida no tempo. O dia em que eu vi motivos para o mundo existir. Mas, dessa vez, na despedida eu sorri...
Eu só tenho um coração, que só me deixaram testar uma vez. Ele não passou no teste, e eu acabei devolvendo.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
As Loucas Aventuras do Homem-Robô
O tempo seco da cidade, o frio, e a eterna acompanhante: a preguiça. Essas são as coisas que têm dificultado meu trabalho ultimamente. Não importa o quanto eu me esforce durante o período, o final dele é sempre assim. Muitas provas e pouco ânimo.
Como todo bom mês de junho, eu fico mais sozinho do que de costume.
Evito conversas, evito contatos, e duplico meu horário de estudo por causa das provas.
Me dá gosto atravessar a reta da UFV, quase à meia noite, sem ninguém de um lado ao outro. Me dá uma sensação de que tudo é meu, e que não há ninguém no mundo para me ouvir resmungar sobre a vida que eu tive, e que deixei ir embora por um capricho, para viver, como eu já disse em algum momento, um clichê do mal.
"Homens que viveram muito tempo de um grande amor e depois foram privados dele cansam-se, às vezes, se sua nobreza solitária. Aproximam-se humildemente da vida e de um amor medíocre fazem a sua felicidade." Eu, por outro lado, continuo na fase da solicitude silenciosa, do saber sozinho, ainda não encontrei um amor medíocre. E me surpreende ver algumas luzes acesas em alguns apartamentos quando eu volto, onde alguém, que deveria estar dormindo, não está.
Queria poder ser o único a experimentar a madrugada, o frio leve do saber insensato que ela me proporciona. Congelar o que me restou de humano.
Nesse ambiente, toda a minha dúvida desaparece, e é quase como se tudo fizesse sentido: devolver uma vida ao seu dono, me esquecendo de que era a única que eu tinha. Espero que ele a aproveite. Tenho certeza de que vou queimar no inferno.
Talvez me sentir em casa...
Como todo bom mês de junho, eu fico mais sozinho do que de costume.
Evito conversas, evito contatos, e duplico meu horário de estudo por causa das provas.
Me dá gosto atravessar a reta da UFV, quase à meia noite, sem ninguém de um lado ao outro. Me dá uma sensação de que tudo é meu, e que não há ninguém no mundo para me ouvir resmungar sobre a vida que eu tive, e que deixei ir embora por um capricho, para viver, como eu já disse em algum momento, um clichê do mal.
"Homens que viveram muito tempo de um grande amor e depois foram privados dele cansam-se, às vezes, se sua nobreza solitária. Aproximam-se humildemente da vida e de um amor medíocre fazem a sua felicidade." Eu, por outro lado, continuo na fase da solicitude silenciosa, do saber sozinho, ainda não encontrei um amor medíocre. E me surpreende ver algumas luzes acesas em alguns apartamentos quando eu volto, onde alguém, que deveria estar dormindo, não está.
Queria poder ser o único a experimentar a madrugada, o frio leve do saber insensato que ela me proporciona. Congelar o que me restou de humano.
Nesse ambiente, toda a minha dúvida desaparece, e é quase como se tudo fizesse sentido: devolver uma vida ao seu dono, me esquecendo de que era a única que eu tinha. Espero que ele a aproveite. Tenho certeza de que vou queimar no inferno.
Talvez me sentir em casa...
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