"...conselhos inúteis, mas amigos."
Não resisti, e novamente comecei a ler o clássico Terra dos Homens, de Exupéry. E, relendo, ía relembrando as definições que ele propunha sobre o que é ser humano. Em uma das passagens mais emocionantes, dizia ele que o avião de seu amigo Guillaumet havia caído nos Andes, em pleno inverno. Já passada uma semana, todos tinham esperança de encontrar apenas seu corpo, quando ele surge vivo! Guillaumet, nesses dias entre a neve e as montanhas, havia batalhado contra a própria morte, pois segundo ele "o que eu fiz, palavra que nenhum bicho, só um homem, seria capaz de fazer." Ele sobreviveu ao frio e à fome por se sentir responsável pelos que o esperavam. Pela sua esposa, seu filho, seus amigos. Bichos não poderiam sentir tal coisa, o que justifica a sua frase. Segundo Exupéry, essa sentença é aquela que coloca o homem em seu lugar de direito na natureza, que o define como um ser superior: a capacidade de se sentir responsável.
Acho que leria quantas vezes eu pudesse, muito embora agora eu já não tenha mais tanto tempo disponível assim. Aliás, eu tenho achado inclusive que tenho escrito com uma frequência além da permitida para o meu estado atual.
Acho que não sei quando volto a escrever agora, por isso deixo a minha recomendação:
Terra dos Homens, de Antoine de Saint-Exupéry: um livro que transcende o tempo, e nós traz ótimas lições de como é ser humano, e ao mesmo tempo especial entre eles.
Um trechinho:
"Só há um luxo verdadeiro: o das relações humanas.
Trabalhando só pelos bens materiais construímos nós mesmos a nossa prisão. Encerramo-nos lá dentro, solitários, com a nossa moeda cor de cinza que não pode ser trocada por coisa alguma que valha a pena viver. Se procuro entre minhas lembranças as que me deixam gosto mais durável, se faço balanço das horas que valerem a pena, certamente só encontro aqueles que nenhuma fortuna do mundo ter-me-ia presenteado.
Não se compra a amizade de (...) um companheiro a que estamos ligados para sempre pelas provas sofridas juntos. Esta noite de vôo e suas 100 mil estrelas, esta soberania de algumas horas, o dinheiro não compra. Estas árvores, estas flores, estas mulheres, estes sorrisos docemente coloridos pela vida a que regressamos de madrugada, este mundo de pequenas coisas que nos recompensam, o dinheiro não compra."
Há coisas que eu penso. Há coisas que me dizem, e há coisas que eu vejo. Tudo isso não é nada além das variáveis da equação que me define como ser humano. Que tenta me explicar como alguém, como se isso fosse possível.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Essa terça...
Eu ainda não entendi qual é a das terças-feiras.
É realmente o dia em que eu fico mais folgado, e também o dia em que eu menos faço as coisas, o que consequentemente faz minha folga aumentar, e por sua vez reduz minha atividade... ainda bem que o dia só tem 24 horas, senão isso seria um ciclo infinito até eu começar a vegetar. E minha vegetação não seria tão verde.
Acho que um dos motivos pelo qual eu abomino as terças, é que ela me faz pensar. E pensar é uma coisa tão monótona... Ninguém se diverte pensando, só por pensar.
Grande mal necessário.
Pois é, eles existem realmente.
Mas voltando ao tema do post, essa terça-feira me balançou de verdade.
O curso de Física continua difícil, eu ainda não suporto multidões e ando trabalhando demais, mas dessa vez eu me perguntei o porquê.
Tudo o que eu faço, faço por um motivo, e isso já deixei bem claro.
Se me esforço pra ser alguém, em parte devo a um pacto (ver. "Um pacto pela Eternidade"), e se hoje eu não penso em mais nada, é porque ou eu simplesmente já me acostumei a viver assim, ou porque simplesmente não tenho terças-feiras suficientes.
Dessa vez, acho que tenho medo de que, quando esse exílio acabar, eu não me recorde mais de como é não ser sozinho - eu não tenha mais motivo, ou até talvez coragem, de precisar de alguém denovo. Mas ainda assim, eu durmo à noite.
Qual seria então meu caráter? Quais seriam as vantagens pra mim em continuar sendo estupidamente humano?
O nosso caráter provém do nosso senso de retidão, de nunca deixar de ser o que nos propomos a ser, ainda que isso não seja necessário. É isso o que eu sei, e é no que devo acreditar.
Eu me proponho a estar com as pessoas, ao final do exílio, ainda que isso não seja necessário.
Pelo menos até a meia-noite.
É realmente o dia em que eu fico mais folgado, e também o dia em que eu menos faço as coisas, o que consequentemente faz minha folga aumentar, e por sua vez reduz minha atividade... ainda bem que o dia só tem 24 horas, senão isso seria um ciclo infinito até eu começar a vegetar. E minha vegetação não seria tão verde.
Acho que um dos motivos pelo qual eu abomino as terças, é que ela me faz pensar. E pensar é uma coisa tão monótona... Ninguém se diverte pensando, só por pensar.
Grande mal necessário.
Pois é, eles existem realmente.
Mas voltando ao tema do post, essa terça-feira me balançou de verdade.
O curso de Física continua difícil, eu ainda não suporto multidões e ando trabalhando demais, mas dessa vez eu me perguntei o porquê.
Tudo o que eu faço, faço por um motivo, e isso já deixei bem claro.
Se me esforço pra ser alguém, em parte devo a um pacto (ver. "Um pacto pela Eternidade"), e se hoje eu não penso em mais nada, é porque ou eu simplesmente já me acostumei a viver assim, ou porque simplesmente não tenho terças-feiras suficientes.
Dessa vez, acho que tenho medo de que, quando esse exílio acabar, eu não me recorde mais de como é não ser sozinho - eu não tenha mais motivo, ou até talvez coragem, de precisar de alguém denovo. Mas ainda assim, eu durmo à noite.
Qual seria então meu caráter? Quais seriam as vantagens pra mim em continuar sendo estupidamente humano?
O nosso caráter provém do nosso senso de retidão, de nunca deixar de ser o que nos propomos a ser, ainda que isso não seja necessário. É isso o que eu sei, e é no que devo acreditar.
Eu me proponho a estar com as pessoas, ao final do exílio, ainda que isso não seja necessário.
Pelo menos até a meia-noite.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Um pacto pela Eternidade
O dia de finados passou nesse último fim de semana, e eu nem tinha visto ele chegando. Às vezes ainda me deparo, certa frieza, com a morte.
E é engraçado como depois desse Domingo me veio à cabeça uma lembrança: há um tempo atrás - pouco mais de um ano - fiz uma pacto com alguém de sermos eternos. De não morrermos. Porque morrer é algo tão subjetivo...
Quantas pessoas nesse mundo eu conheço, mortas de coração pulsando?
Eu prometi ser eterno, e tenho feito coisas por isso. Vivo a cada dia pensando na importância que ainda é possível ter: marcar as pessoas, fazê-las pensar no que aconteceu ao redor delas, e que sozinhas jamais teriam percebido. Fazer aquilo que ninguém mais fará. A minha parte do pacto acabou sendo a mais difícil, amigo.
Ficar aqui, e zelar.
Nosso pacto pela eternidade, no final das contas, me fez entender a morte.
Eu ia caminhando, e ia lembrando...
Meu amigo já não pode mais estar entre nós. De certa forma, já deu a sua contribuição para a construção do mundo, mas ele cumpriu sua parte no pacto. E prova disso é que no mundo todo não existe, pra mim, um lugar onde eu pudesse lhe ofertar flores nesse Domingo. Ele não precisa.
Não precisa de carinho, não precisa dizer nada.
Nem de lágrimas, nem de flores.
Ele é eterno.
E é engraçado como depois desse Domingo me veio à cabeça uma lembrança: há um tempo atrás - pouco mais de um ano - fiz uma pacto com alguém de sermos eternos. De não morrermos. Porque morrer é algo tão subjetivo...
Quantas pessoas nesse mundo eu conheço, mortas de coração pulsando?
Eu prometi ser eterno, e tenho feito coisas por isso. Vivo a cada dia pensando na importância que ainda é possível ter: marcar as pessoas, fazê-las pensar no que aconteceu ao redor delas, e que sozinhas jamais teriam percebido. Fazer aquilo que ninguém mais fará. A minha parte do pacto acabou sendo a mais difícil, amigo.
Ficar aqui, e zelar.
Nosso pacto pela eternidade, no final das contas, me fez entender a morte.
Eu ia caminhando, e ia lembrando...
Meu amigo já não pode mais estar entre nós. De certa forma, já deu a sua contribuição para a construção do mundo, mas ele cumpriu sua parte no pacto. E prova disso é que no mundo todo não existe, pra mim, um lugar onde eu pudesse lhe ofertar flores nesse Domingo. Ele não precisa.
Não precisa de carinho, não precisa dizer nada.
Nem de lágrimas, nem de flores.
Ele é eterno.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Viernes
Chega um momento em que a gente percebe que nunca vai mudar aquilo que passou. O meu momento já chegou, e já se foi.
Qualquer certeza que algum dia eu tive, sobre o que teria feito diferente, só me deixou uma atmosfera de medo, que foi aos poucos se dissipando. Apesar de tudo, quem diria, o irremediável existe, e ele passa por mim todo dia, e se vai no ontem. Agora com certeza já se foi um ano, desde que o meu amor nasceu, e eu desejei matá-lo pela primeira vez. De fato, foi o sacrifício que mais valeu a pena até hoje, porque pra seguir em frente, você tem que deixar coisas pra trás.
Pra saber do que realmente você necessita, tem que deixar de ser criança.
Pra viver e ser lembrado, tem que ser mais do que um colecionador de ruínas.
Hoje eu vejo pessoas com quem eu convivi há anos, serem deixadas pra trás por aquilo que eu consegui. E meus olhos ainda vão adiante. O meu irremediável me faz lembrar que tudo o que eu fiz foi por um motivo: uns por mim, uns pelos outros - mas tudo por um motivo. Eu faço o que tenho que fazer, e todos vivem felizes para sempre.
Talvez com o tempo as pessoas aprendam o que eu sei hoje... Talvez algum dia possam compreender que, enquanto se apegarem àquilo que todo mundo pode ter, serão apenas uma em seis bilhões, apenas sombras.
Pegue o que você precisa, e siga seu caminho.
Pare de deixar seu coração chorar...
E eu tenho um recado pra uma pessoa querida:
Que bom que está de volta...
Ontem de manhã chorei de felicidade.
Qualquer certeza que algum dia eu tive, sobre o que teria feito diferente, só me deixou uma atmosfera de medo, que foi aos poucos se dissipando. Apesar de tudo, quem diria, o irremediável existe, e ele passa por mim todo dia, e se vai no ontem. Agora com certeza já se foi um ano, desde que o meu amor nasceu, e eu desejei matá-lo pela primeira vez. De fato, foi o sacrifício que mais valeu a pena até hoje, porque pra seguir em frente, você tem que deixar coisas pra trás.
Pra saber do que realmente você necessita, tem que deixar de ser criança.
Pra viver e ser lembrado, tem que ser mais do que um colecionador de ruínas.
Hoje eu vejo pessoas com quem eu convivi há anos, serem deixadas pra trás por aquilo que eu consegui. E meus olhos ainda vão adiante. O meu irremediável me faz lembrar que tudo o que eu fiz foi por um motivo: uns por mim, uns pelos outros - mas tudo por um motivo. Eu faço o que tenho que fazer, e todos vivem felizes para sempre.
Talvez com o tempo as pessoas aprendam o que eu sei hoje... Talvez algum dia possam compreender que, enquanto se apegarem àquilo que todo mundo pode ter, serão apenas uma em seis bilhões, apenas sombras.
Pegue o que você precisa, e siga seu caminho.
Pare de deixar seu coração chorar...
E eu tenho um recado pra uma pessoa querida:
Que bom que está de volta...
Ontem de manhã chorei de felicidade.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Coming Back to Life
Coming Back to Life - Pink Floyd
Voltando à vida
Where were you, when I was burned and broken?
Onde você estava, quando eu estava queimado e destroçado?
While the days slipped by form my window watching?
Enquanto os dias passavam pela minha janela?
And where were you, when I was hurt and I was helpless?
E onde você estava, quando eu estava machucado e sem esperança?
Because the things you say, and the things you do surround me.
Pois as coisas que diz e as coisas que faz me envolvem.
While you were hanging yourself on someone else's words
Enquanto você se apegava às palavras de alguém
Dying to believe in what you heard,
Morrendo por acreditar no que ouvia,
I was staring straight into the shining sun.
Eu olhava direto para o Sol a brilhar.
Lost in thought, and lost in time
Perdido em pensamentos, e perdido no tempo
While the seeds of life,
Enquanto as sementes da vida,
And the seeds of change were planted.
E as sementes da mudança eram plantadas.
Outside, the rain fell dark and slow,
Lá fora, a chuva caía escura e lenta,
While I pondered in this dangerous
Enquanto eu refletia nesse perigoso
But irresistible passtime.
Mas irresistível passatempo.
I took a heavenly ride through our silence.
Eu tomei um rumo maravilhoso em nosso silêncio.
I knew the moment had arrived
Eu sabia que o momento havia chegado
For killing the past, and coming back to life.
De matar o passado, e voltar à vida.
I took a heavenly ride through our silence.
Eu tomei um rumo maravilhoso em nosso silêncio.
I knew the waiting had begun
Sabia que a espera havia começado
And headed straight into the shining sun.
E andei direto, para o So brilhante.
Voltando à vida
Where were you, when I was burned and broken?
Onde você estava, quando eu estava queimado e destroçado?
While the days slipped by form my window watching?
Enquanto os dias passavam pela minha janela?
And where were you, when I was hurt and I was helpless?
E onde você estava, quando eu estava machucado e sem esperança?
Because the things you say, and the things you do surround me.
Pois as coisas que diz e as coisas que faz me envolvem.
While you were hanging yourself on someone else's words
Enquanto você se apegava às palavras de alguém
Dying to believe in what you heard,
Morrendo por acreditar no que ouvia,
I was staring straight into the shining sun.
Eu olhava direto para o Sol a brilhar.
Lost in thought, and lost in time
Perdido em pensamentos, e perdido no tempo
While the seeds of life,
Enquanto as sementes da vida,
And the seeds of change were planted.
E as sementes da mudança eram plantadas.
Outside, the rain fell dark and slow,
Lá fora, a chuva caía escura e lenta,
While I pondered in this dangerous
Enquanto eu refletia nesse perigoso
But irresistible passtime.
Mas irresistível passatempo.
I took a heavenly ride through our silence.
Eu tomei um rumo maravilhoso em nosso silêncio.
I knew the moment had arrived
Eu sabia que o momento havia chegado
For killing the past, and coming back to life.
De matar o passado, e voltar à vida.
I took a heavenly ride through our silence.
Eu tomei um rumo maravilhoso em nosso silêncio.
I knew the waiting had begun
Sabia que a espera havia começado
And headed straight into the shining sun.
E andei direto, para o So brilhante.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Eu iria me molhar...
Segunda-feira, dez da noite.
Chove lá fora e o Departamento de Física na UFV está vazio. Meia dúzia de caras ficaram presos aqui, entre eles eu. Acho que não há oportunidade melhor pra pensar na vida, ou na ausência dela, talvez. É estranho o fato de que eu me divirta com situações como essa, com o inexperado. Até os deuses precisam aliviar o tédio, que dirá eu!
E em situações como essa, em que eu estava preso, que me surgiram grandes conclusões a respeito do todo - do motivo pelo qual entender como o todo funciona pode ser muito perigoso: perdemos totalmente a expectativa. Experimentamos cada vez mais o que não nos é satisfatório, e desejamos cada vez menos, com medo da desilusão. Esse tem sido meu erro nos últimos meses.
Para quem acompanha o blog, sabe que dessa vez estou falando sério.
Estou prestes a me abrir novamente ao mundo, a tentar aproveitar novamente o que ele me oferece, sem ter medo de expectativas que com certeza não serão realizadas. Eu já não lamento as decepções, porque já tenho espaço em meu coração reservado para elas. Já tenho a breve noção sobre de onde elas virão. Eu sou físico; aprendi a prever.
E acredito agora que ninguém deseja a liberdade de não mais ser compreendido - de entender uma língua e não falar - de tentar ser mais que humano em um mundo de humanos. Ao invés disso, vou usar o que eu já sei para ser melhor como pessoa. Coisa que eu já nem lembrava que eu era. Que eu sou.
Prometo que agora, por um bom tempo, meus muros vão abaixar, e aos poucos, eu me sentirei mais feliz com o contato das pessoas.
Espero que não caia de muito alto.
A chuva está parando...
Texto escrito no laboratório do
GISC, numa noite chuvosa
de segunda-feira.
Chove lá fora e o Departamento de Física na UFV está vazio. Meia dúzia de caras ficaram presos aqui, entre eles eu. Acho que não há oportunidade melhor pra pensar na vida, ou na ausência dela, talvez. É estranho o fato de que eu me divirta com situações como essa, com o inexperado. Até os deuses precisam aliviar o tédio, que dirá eu!
E em situações como essa, em que eu estava preso, que me surgiram grandes conclusões a respeito do todo - do motivo pelo qual entender como o todo funciona pode ser muito perigoso: perdemos totalmente a expectativa. Experimentamos cada vez mais o que não nos é satisfatório, e desejamos cada vez menos, com medo da desilusão. Esse tem sido meu erro nos últimos meses.
Para quem acompanha o blog, sabe que dessa vez estou falando sério.
Estou prestes a me abrir novamente ao mundo, a tentar aproveitar novamente o que ele me oferece, sem ter medo de expectativas que com certeza não serão realizadas. Eu já não lamento as decepções, porque já tenho espaço em meu coração reservado para elas. Já tenho a breve noção sobre de onde elas virão. Eu sou físico; aprendi a prever.
E acredito agora que ninguém deseja a liberdade de não mais ser compreendido - de entender uma língua e não falar - de tentar ser mais que humano em um mundo de humanos. Ao invés disso, vou usar o que eu já sei para ser melhor como pessoa. Coisa que eu já nem lembrava que eu era. Que eu sou.
Prometo que agora, por um bom tempo, meus muros vão abaixar, e aos poucos, eu me sentirei mais feliz com o contato das pessoas.
Espero que não caia de muito alto.
A chuva está parando...
Texto escrito no laboratório do
GISC, numa noite chuvosa
de segunda-feira.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
A um amigo.
Em quais coisas você acredita?
Acredita nos sonhos? Na paixão? Na vida?
Em quantas coisas acreditamos só por acreditar, só por nos vermos, na maioria das vezes, sem explicação para o que acontece ao nosso redor? Desistimos de saber, desistimos dos planos, e nos esforçamos para agarrar com toda força algo que não podemos sequer tocar.
É uma coisa triste. Ser humano...
Minhas dores de cabeça se vão, a chuva começa a cair e o inverno se vai. O inverno que foi o responsável pelas maiores alegrias da minha vida, e também pelas maiores desgraças. Tudo acontece no inverno. E agora acabou. Agora eu me sinto um pouco humano novamente. Relembro aos poucos o que é sentir felicidade, sentir tristeza, e é como sentir a anestesia acabando no meio da dor. Não é tão ruim quanto parece: me ver acreditando em coisas que eu não sei explicar, e me ver tentando dar a mim mesmo uma nova chance. Perdoar a mim mesmo - e tentar, mesmo que seja em vão, me redimir comigo mesmo. Me darão um novo motivo pra sorrir, e (espero) um novo motivo pra chorar?
Estou aberto novamente à vida. Espero não voltar a ser uma máquina denovo.
"Se você não fizer por você, ninguém fará."
Obrigado amigo! Estou voltando...
Acredita nos sonhos? Na paixão? Na vida?
Em quantas coisas acreditamos só por acreditar, só por nos vermos, na maioria das vezes, sem explicação para o que acontece ao nosso redor? Desistimos de saber, desistimos dos planos, e nos esforçamos para agarrar com toda força algo que não podemos sequer tocar.
É uma coisa triste. Ser humano...
Minhas dores de cabeça se vão, a chuva começa a cair e o inverno se vai. O inverno que foi o responsável pelas maiores alegrias da minha vida, e também pelas maiores desgraças. Tudo acontece no inverno. E agora acabou. Agora eu me sinto um pouco humano novamente. Relembro aos poucos o que é sentir felicidade, sentir tristeza, e é como sentir a anestesia acabando no meio da dor. Não é tão ruim quanto parece: me ver acreditando em coisas que eu não sei explicar, e me ver tentando dar a mim mesmo uma nova chance. Perdoar a mim mesmo - e tentar, mesmo que seja em vão, me redimir comigo mesmo. Me darão um novo motivo pra sorrir, e (espero) um novo motivo pra chorar?
Estou aberto novamente à vida. Espero não voltar a ser uma máquina denovo.
"Se você não fizer por você, ninguém fará."
Obrigado amigo! Estou voltando...
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