domingo, 6 de julho de 2008

Laços verdadeiros e verdades fundamentais

Decidi no dia de hoje postar sobre as verdades fundamentais.
O mundo caminha verdadeiramente para a sua destruição, e isso todos nós sabemos, embora tenhamos vergonha de admitir. Vergonha de não termos sido bons administradores...
O tempo vai chegar, e nossa malevolência será reconhecida pelos nossos filhos. Mas por quê?
Acho que talvez não damos mais oportunidade aos verdadeiros heróis crescerem em nós mesmos. Apenas alguns anos de evolução cuidaram de erradicar nossa capacidade de sermos verdadeiramente humanos. O tempo vai passar e nós seremos destruídos. O amor vai passar e nós vamos continuar não sentindo a falta dele. Nós já não sabemos o que ele é. Não sabemos a diferença entre a nossa imagem no espelho e o que realmente somos. Qual dos dois temos amado, hoje em dia? A resposta é uma verdade fundamental, que eu não ouso aqui dizer.
Analisando o mundo, eu vejo superficialidade. Se faço um esforço para me aprofundar no que as pessoas se tornaram por dentro, só encontro vazio.
Se digo isso não é hipocrisia. Na verdade, eu estou sujeito às mesmas regras, e sei disso. O que faço é apenas divulgar meus estudos sobre os nossos novos hábitos, e agora revelar nossas novas fraquezas.
Temos sido apenas cascas que não encerram nada, porque esquecemos que, uma vez vivos, temos a obrigação de encontrar laços verdadeiros.
São os nós essenciais entre os atos diversos.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Estarei lá mais uma vez...

Oceans
Oceanos

Hold on to the tread, the currents will shift.
Agarre-se à linha, as correntes mudarão.
Glide me towards...
Me farão deslizar...
You know, something's left
Você sabe, algo é deixado
And we're all allowed to dream
E nos é permitido sonhar
of the next, the next time we touch...
com a próxima vez, a próxima vez que nos tocarmos...

You don't have to stray tho oceans away.
Você não tem que se desviar dos oceanos ao longe.
Waves roll in my thoughts.
Ondas rolam em meus pensamentos.
Hold tight the ring, the sea will rise.
Segure firme o elo, o mar subirá.
Please, stand by the shore...
Por favor, permaneça firme na praia...
I will be... I will be there once more...
Eu estarei... eu estarei lá mais uma vez...

Eddie Vedder.



Oceans - Pearl Jam



domingo, 29 de junho de 2008

Do Destino e do Futuro

Essa semana, no meu exercício de dar atenção às pequenas coisas, acabaram acontecendo grandes coisas. De certa forma, umas foram boas grandes coisas, e outras más. Mas tudo não é feito de equilíbrio?
Daí hoje, fazendo um balanço de tudo, percebo que vale à pena encarar a semana que vem, com tudo o que vier. Existem coisas das quais nenhum de nós pode fugir, ou se esconder. Há aquelas que a gente finge que consegue evitar, e para as quais a gente nem liga, só pra tentar esquecer o quanto somos incapazes de lidar com algo tão inexorável quanto o destino. E o destino existe...
Existe, e é como uma morsa retardada pra quem a gente sempre tem que dar a outra face. Não respeita a nossa lógica e quase sempre assume os nossos esforços como tentativas, como resultados de uma busca incessante por algo que não está ao nosso alcance.
Mas talvez não tenha que ser assim... tudo o que vale à pena ter, tem seu preço. A questão é se estamos dispostos à pagar por ele, sem sequer termos garantias de que dará certo. O destino costuma ser bem injusto com os que fazem planos. Sei disso muito bem. Acho, inclusive, que esse deve ser o maior motivo pra eu estar dando mais atenção às pequenas coisas. As grandes coisas acontecem independentemente.
Além do mais, analisando o futuro podemos perceber claramente que não se trata de algo tão distante. Claro que nós temos um passado, para lembrar, não viver. Nós temos um presente que, além de tudo, podemos compartilhar com as pessoas que estão ao nosso lado. Mas esse mesmo presente é a nossa ferramenta: é a pedra onde podemos afiar o gume do nosso espírito, e entalhar o que vem pela frente, à nossa maneira, em uma madeira que não conhecemos os nós, ou as fibras, mas sempre terá a forma que nós dermos à ela.
E este é o prazer que eu ainda tenho em viver...
Entalhar...
Entalhar...

domingo, 15 de junho de 2008

O jardineiro mau-otimista

Eu queria ser um bom otimista, mas não sou...
Não que isso venha a ser uma coisa ruim, eu ainda sou um mau otimista. Ainda acredito que de uma forma interessante as coisas melhoram a cada dia. De uma forma interessante o mundo sempre há de mostrar algo aos meus olhos que eu nunca tinha visto antes.
Acho que às vezes gostaria de ter forças pra tentar algo mais, mas ando tão ocupado... Tão ocupado com coisas que aprendi a aceitar como obrigações - coisas que, aliás, sempre me deram prazer - , como desculpas para fugir dos meus sonhos.
Sempre pensei que se eles morressem antes que eu me apegasse a eles, seria extremamente feliz. Eu ainda acredito nisso, pois sou um mau otimista. Acredito que, se eu não vivo, é por uma troca justa. Afinal, mortos não sentem dor...
Acabei aceitando, ao longo dos últimos anos, que tudo o que eu tenho agora faz parte da transição. Sim, não digo "uma" transição, e sim "a" transição, pois é agora que eu esqueço tudo o que eu já perdi pra essa vida. Nesse exílio é que eu posso me livrar dos meus fantasmas. Quando voltar ao mundo, direi às pessoas quantos mestres eu tive, quantos amigos verdadeiros existem longe de casa, quantas vezes a nossa sorte, ou nosso azar, nos mostrou que os vitoriosos são aqueles que não cometem os mesmos erros, não perdem as mesmas derrotas, não desistem de realizar tarefas impossíveis, só porque às vezes não pareça que vão conseguir...
Nesse exílio eu aprendi que não há glória, pois acabei de plantar as sementes, quando removi da minha terra todas as ervas daninhas. Não corro atrás da borboleta, pra plantar o jardim.
E, pra quem entende o que eu digo, deixo um recado a todos os jardineiros que conheço e admiro: "Hoje de manhã, podei as minhas roseiras."

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Por que eu faço Física...

Todo mundo sabe que não se deve olhar fixamente para o sol. É algo que sua mãe diz para você quando ainda é uma criança. "Não olhe para o sol, ou você vai ficar cego." Mas às vezes você entende as coisas tão mal, que você arrisca ficar cego por apenas um instante de vislumbre.

Coisas terríveis

"Eu tenho uma teoria sobre o por quê as pessoas fazem coisas terríveis. É a mesma razão pela qual as crianças se empurram no pátio da escola. Se é você quem está empurrando, então não vai ser aquele que é empurrado. Se você é o monstro, nada vai estar esperando nas sombras para pular em cima de você. É muito simples: as pessoas fazem as coisas terríveis que fazem... por medo."
Allie in Taken

Raízes

Uma vez estava notando o peso que têm as nossas raízes.
Nós somos, definitivamente, o resultado das nossas experiências, e só nós mesmos as conhecemos, ou até desconhecemos algumas vezes. Eu fiz coisas erradas, mas só eu sei porquê as fiz, e só para mim elas farão sentido. Já desisti, portanto, de explicá-las, e agradeço por não ser delas lembrado.
Como diria o Mestre Yoda ao jovem Luke: "Foda isso ser..."
Foi daí que eu tirei a célebre conclusão (que inclusive fiz questão de incluir em OBdS) de que a única forma de se entender verdadeiramente os motivos de alguém é não pensar neles. É aceitá-los como vieram, de fábrica. A fábrica mais complexa que nós podemos encontrar.
Sei disso porque já fui muito julgado, e já julguei muitas vezes. Mas não é assim que a banda toca...
Grunge talvez.